Taxa Selic: O caráter da política monetária no Brasil

Sempre que a meta da inflação corre o risco de estourar, o Banco Central aumenta a Taxa Selic na tentativa de regular a oferta de moeda em circulação na economia. Foi assim que a Taxa Básica de Juros passou de 8,18%, em 2013, para 13,35%, em 2015. Para segurar a inflação, o BC, em 20 de janeiro, anunciou manter a taxa básica de juros em 14,25%, decisão baseada na desaceleração da atividade econômica atual do país.

A Selic é uma taxa referencial de juro definida pelo Banco Central, o órgão responsável pela regulação dessa principal ferramenta da política monetária brasileira, que funciona por meio de um sistema de metas voltado para o controle inflacionário.

Como responsável pela condução da política monetária, o BC precisa mexer na taxa Selic para que o país recupere a confiança dos investidores. Deixar onde ela está hoje é postergar o inevitável, mas a mudança seria o primeiro passo no longo caminho da retomada. Bem minúsculo, mas serviria para melhorar a imagem do Brasil no exterior. Serviria, pelo menos, para um “começo” da recuperação da confiança de todos os agentes do mercado.

Afinal, o Brasil pode não precisar de dinheiro externo por ora, pode contornar os problemas da indústria, do emprego e dos escândalos sozinho e pode resolver a questão política/fiscal de uma vez por todas, porém, nada disso importa se continuar sendo visto como o país da leniência.

 

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